Espanha, na cauda do e-commerce na FMCG

17 de junio de 2014

As compras online representam 3,7% do faturamento do setor FMCG (sem produtos perecíveis frescos) no mundo, mas apenas 1% no mercado espanhol. É o que revela o relatório “E-commerce in Mass Consumption” elaborado pela consultoria Kantar Worldpanel em 10 países: Brasil, Coreia do Sul, China, Espanha, França, Malásia, Portugal, Reino Unido, Taiwan e Vietname. Segundo o estudo, esse canal dificilmente chegará a 1,2% em nosso país em 2016, ante 5,2% esperados para o mercado global. 


Os países onde o comércio eletrônico é mais desenvolvido no setor de FMCG são a Coreia do Sul, com importantes 10% de suas vendas totais, seguida de longe pelo Reino Unido (5%) e França (4%), onde o conceito “drive” triunfos.

Nosso mercado também é um dos menos desenvolvidos em termos de atração e engajamento do comprador online. Apenas 14% das famílias espanholas compram produtos de consumo de massa pela Internet, em comparação com 20% que fazem compras online em todo o mundo, ou mais da metade das famílias na Coréia. Por outro lado, enquanto o Reino Unido goza dos consumidores online mais fiéis (quem compra online gasta 20% do seu orçamento total online), os lares espanhóis apenas dedicam 6% do seu orçamento a este canal.
O relatório identifica estas como as principais oportunidades para distribuidores e fabricantes:
• Lealdade. Os compradores online são mais leais à rede do que aqueles que compram apenas em lojas físicas.
• Negócios adicionais. Mais da metade do gasto com compra de produtos online é incremental para as categorias.
• Um mundo para marcas. O consumidor digital gasta mais parte de seu orçamento para comprar a marca do fabricante.
• Cestos maiores. Enquanto nos países asiáticos predominam mais produtos de higiene pessoal e perfumaria, no Ocidente destacam-se os produtos mais pesados ​​ou desconfortáveis ​​de transportar. Mas em todos os países as cestas online são três vezes mais altas. No caso da Espanha, cada vez que compramos online gastamos em média 70 euros, contra os 30 que fazemos na loja.
Soma-se a essas falsas crenças a falta de um formato comercial bem definido na Espanha.

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