As empresas industriais internacionalizadas da Amec respondem estrategicamente aos desafios da nova globalização e antecipam crescimento em 2025.

14 de abril de 2025

empresas industriais internacionalizadas da AMEC

O ambiente global está mudando as regras do jogo. O retorno do protecionismo, com novas tarifas dos EUA, fragmentação do mercado e incerteza geopolítica, criou um ambiente desafiador para o setor de exportação. Entretanto, as empresas industriais não estão sendo levadas pela visão apocalíptica da macroeconomia. De acordo com o Relatório de Perspectivas Econômicas 2024 e 2025 da AMEC, 76,2% esperam crescimento em 2025, impulsionado pela diversificação e internacionalização adaptadas às novas regras do comércio global.

La exportar das empresas da AMEC aumentou 5,43% em 2024 e deve crescer 2025% em 11,44. "A macroeconomia pinta um quadro de incerteza, mas as empresas industriais internacionalizadas da AMEC estão demonstrando sua grande capacidade de adaptação", afirma. Joan Tristany, diretora geral da amec.

Principais mercados em 2024 e os de maior interesse para 2025
Em 2024, França, Estados Unidos e Portugal voltaram a ser os principais mercados de destino das exportações das empresas da comunidade AMEC. No entanto, a geografia do comércio continua a consolidar a sua diversificação, com forte crescimento em regiões como o Magrebe (+7,9%), a Ásia (+4,5%) e o Médio Oriente (+3,2%). A União Europeia continua liderando com 50,2% do total das exportações, seguida pela América do Norte (11,7%) e América Latina (10,5%).

Até 2025, as empresas industriais da AMEC priorizam mercados com forte dinamismo e potencial de crescimento. Os Estados Unidos continuam sendo um destino estratégico, ainda que sob a sombra do retorno de políticas protecionistas. México, França, Índia e Arábia Saudita seguem como mercados-chave, com Marrocos se destacando como um forte participante no top 10 com o maior aumento de empresas interessadas.

As dificuldades de desenvolver a internacionalização em 2024
A internacionalização continua sendo um caminho desafiador; 94,3% das empresas da AMEC encontraram dificuldades para desenvolver seus negócios no exterior. Em 2024, mais da metade (56,6%) identifica a incerteza e a instabilidade do mercado como o principal obstáculo ao crescimento no exterior. Soma-se a isso a dificuldade de encontrar parceiros e clientes adequados em um ambiente cada vez mais fragmentado e volátil.

Este ano, a dificuldade de recrutar talentos com competências internacionais se torna ainda mais relevante. Se em 2023 essa barreira afetava 25% das empresas, em 2024 ela chegará a 32,5%.

O talento continua sendo o grande desafio para empresas industriais internacionalizadas.
O quadro de funcionários das empresas da AMEC cresceu 4,02% em 2024, totalizando 48.009 profissionais. Esse progresso ocorre apesar da crescente dificuldade em recrutar talentos qualificados, um dos principais obstáculos ao crescimento industrial.

“Essa realidade ressalta a necessidade urgente de repensar a formação e a atração de talentos para o setor”, alerta Joan Tristany, CEO da amec.

Em resposta, embora ainda sejam minoria, algumas empresas estão começando a contratar profissionais em seus mercados domésticos, algo que 9,3% das empresas AMEC já fazem.

Este mapa de destinos reflete uma estratégia clara por parte das empresas industrializadas da AMEC: 55,7% continuarão focadas na diversificação de mercado em 2025, e 61,4% também o farão com o desenvolvimento de novos produtos.

A estratégia das empresas da AMEC não se limita a exportar mais, principalmente em um momento em que o modelo de comércio multilateral dá sinais de fragmentação. Eles também estão fortalecendo sua presença em estabelecimentos no exterior para alcançar clientes. Atualmente, 144 empresas da AMEC têm presença direta no exterior, totalizando 702 operações internacionais. Os Estados Unidos são responsáveis ​​por 8,8% dessas implantações, seguidos de perto pela China (8,7%), França (6,6%) e México (6,3%).

“Os EUA são um mercado muito importante, mas o mundo não para por aí. Vemos um forte crescimento em mercados como Marrocos e Índia, que estão oferecendo novas oportunidades para nossas empresas. Mesmo assim, o mercado americano continua sendo fundamental: é difícil entrar, mas ainda mais difícil se consolidar. Por isso, precisamos garantir que as empresas que já trilharam esse caminho não sejam penalizadas por decisões repentinas”, alerta Joan Tristany, CEO da amec.

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